Ano 09 - Nº 470 - Formiga, 17 de fevereiro de 2006


Erro de informação:

Paciente ‘muito viva’ é dada como morta

Funcionário que errou já foi transferido, garante a Secretaria de Saúde

Glaudson Rodrigues

“Ainda não foi desta vez, graças a Deus”

O título pode parecer brincadeira, mas a coisa é séria e aconteceu na última segunda-feira (13/02), pela manhã. O radialista Claudinê Silvio Santos, como faz todos os dias, antes de iniciar o seu programa matinal, liga para a Polícia Militar e para o Pronto Socorro, a fim de obter informações sobre os últimos acontecimentos ocorridos nesta cidade durante a noite e a madrugada anteriores.
Ficou sabendo que no domingo (12/02), por volta das 22:00 hs. deram entrada no Pronto Atendimento, localizado na Santa Casa, a senhorita Cacilda Teixeira Neves (33), moradora à Rua José Azarias Vieira, 124, bairro Areias Brancas, esta com fortes dores causada por problemas na vesícula, e a senhora Neuza Maria da Silva, moradora na localidade da Fazenda Velha, município de Formiga, apresentando sintomas de haver sofrido infarto do miocárdio.
Bem, até aqui, quase tudo muito normal. A primeira foi atendida e medicada com uma dose de Buscopan intravenosa, tendo sido logo após, liberada, retornando assim, à sua residência. A segunda, D.Neuza, infelizmente, veio a falecer logo após sua entrada no hospital, vítima do infarto.
Pela manhã de segunda feira, dia 13/02, entra na história o repórter Claudinê, radialista de maior audiência nesta cidade, apesar do horário em que seu programa é apresentado. (6:30 hs).
Ao ligar para o PA, como habitualmente faz, e procurar saber das notícias, ouviu do atendente de nome Marcelo, a informação equivocada de que ocorrera uma morte no Pronto Atendimento, pelo acometimento de infarto do miocárdio em uma mulher, de nome Cacilda T. Neves. E, como faz todo santo dia, o radialista Claudinê, “jogou a notícia no ar”, acreditando estar prestando, como de fato presta, mais um serviço de utilidade pública.
A esta altura dos acontecimentos, muitos dos que habitualmente ouvem o programa do Claudinê, inclusive a mãe, irmãos, parentes e vizinhos de Cacilda, entraram em desespero e começaram a telefonar para a casa da “então finada” ,em busca de notícias. Para espanto de todos, era ela mesma quem os atendia ao telefone, e procurava tranqüilizá-los.

O que diz a Secretaria de Saúde:
Procurada para dar maiores esclarecimentos sobre este “pequeno” engano que causou tão grandes problemas, a Assessora de Comunicação da Secretaria Municipal de Saúde, Elaine Maria Ribeiro Pires, nos informou que realmente o atendente Marcelo se equivocou ao prestar a informação ao radialista, uma vez que trocara não só as fichas de registro dos internados, assim como confundiu-se e também trocou o nome das pessoas envolvidas, o que uma vez divulgado em programa de grande audiência, causou o enorme transtorno.
Elaine esclareceu ainda que o dito funcionário já não mais trabalha naquele setor, tendo sido remanejado para outro.

Palavras da ‘falecida’
Assim, a maior vítima, nesta história, não foi a falecida, mas sim, aquela que sobreviveu a toda esta confusão. Ela nos disse que, no seu entender, “a Secretaria de Saúde tem que trabalhar com mais segurança e seriedade, especialmente quando distribui informações sobre pacientes, pois este tipo de coisa já, não pode ocorrer.”
Disse também que em virtude do susto a que foi submetida, sua mãe, de idade já avançada, poderia ter sofrido um mau súbito, de resultados catastróficos. “Ela, foi a primeira a ouvir a notícia, imaginem o que sentiu!”, disse.
“Peço também que eles, que lidam com a saúde, e portanto, com vidas humanas, tenham maior responsabilidade ao tornarem públicas, certas informações. O meu irmão mesmo ligou para lá e eles confirmaram a notícia distribuída ao radialista, confirmando o meu falecimento. Isto é um absurdo”, finalizou.
Segundo Cacilda nos informou, ela pretende entrar com um processo contra a Secretaria de Saúde (município) e fez questão de dizer que a maior culpada de tudo, é mesmo a secretaria, que administra o setor de saúde. “Foram eles que passaram as informações para o radialista Claudinê, e como disse, a repetiram para o meu irmão quando ele ligou para lá. Cacilda agora aguarda, após o susto, que a secretaria marque para breve a data de realização de sua cirurgia de vesícula, já que ela vem tentando há algum tempo, marcá-la, sem sucesso!.


Horário de Verão termina neste sábado

Amanhã, 18/2, à meia noite, atrase seu relógio em 1 hora

Neste fim de semana a maioria dos brasileiros irá perder aquela horinha a mais de sol, ao fim do dia. Termina a 00.00 hora de domingo, o horário de verão, que está em vigor desde 16 de outubro do ano passado. A partir deste horário, nas regiões em que vigora, os relógios deverão ser atrasados em uma hora.
O novo horário foi adotado em dez Estados brasileiros, das regiões sul, sudeste e centro-oeste, além do Distrito Federa, na expectativa de que, durante os meses em que ele vigorou, o brasileiro consumisse menos energia no horário de pico de consumo (das 19 às 22 horas).
Além da economia de energia, existem outras razões que motivam a implantação do horário de verão, como: o alívio que se obtém no carregamento dos sistemas de geração, transmissão e distribuição de energia; a redução da demanda, o que permite efetuar as manutenções em equipamentos; a diminuição dos distúrbios ocasionados por falhas intempestivas em linhas de transmissão, devido a descargas atmosféricas; a redução da necessidade de utilização de energia térmica (o custo da geração térmica, devido ao consumo de óleo e carvão, é sempre mais elevado do que a geração por hidrelétricas).
O horário de verão foi implementado por decreto do Presidente da República, apoiado legalmente pelo Decreto-Lei no 4.295, de 13 de maio de 1942.


Ex-prefeito deve devolver a município, dinheiro gasto com advogado pessoal

A Oitava Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Minas Gerais manteve sentença condenando o ex-prefeito de Passa Quatro, Paulo Egídio Fonseca de Luca, e o ex-presidente da Câmara dos Vereadores do município, Antonio Carlos da Silva Guedes, a devolverem aos cofres públicos o valor de R$ 2.000, devidamente corrigidos, pela utilização do dinheiro público para o pagamento de advogado para defesa pessoal. Segundo o TJ-MG, a decisão baseou-se no entendimento de que o Ministério Público é parte legítima para promover ação pública que vise ao ressarcimento de danos causados ao patrimônio público por agentes políticos.De acordo com os autos, em 1996, o então prefeito de Passa Quatro, sul de Minas, autorizou o pagamento da quantia para serviços advocatícios prestados ao presidente da Câmara Municipal. O MP alegou que tal conduta é ilegítima e que os cofres municipais não devem custear ações pessoais de agentes políticos.


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Frase:

“Tem ministérios demais, burocracia demais e governo de menos” - Geraldo Alckimin